quinta-feira, 9 de junho de 2011

Gerenciando Crises - Perguntas Frequentes


O que acontece se meu chefe quiser encobrir um problema?
Em primeiro lugar, converse com seu chefe. Se isso não funcionar, consiga um novo emprego ou abra o jogo, ou as duas coisas. Se o seu chefe está tentando encobrir um problema, então você vai se tornar parte do embuste ou dar a impressão de que faz parte dele. Você pode até se tornar o bode expiatório. Em qualquer dos casos, sua reputação vai ser prejudicada e você sofrerá sérias conseqüências. Revele o embuste e/ou saia fora.
Devo revelar possíveis problemas (ao público, ao meu chefe, aos meus colegas) mesmo que eu não tenha certeza de que são problemas reais ou de que talvez exista a possibilidade de que podem ser evitados no geral?
Em geral, o melhor é revelar até mesmo problemas potenciais. Embora ninguém goste de dar alarme falso, é muito pior surpreender as pessoas quando o problema se torna realmente sério. Além disso, quando os problemas são revelados, sua empresa talvez seja capaz de encontrar uma forma de evitá-los.
E se eu chegar a descobrir que um funcionário capaz e leal violou a lei, achando que com isso estaria ajudando a empresa?
A violação deve ser imediatamente revelada, pelo menos ao departamento jurídico e, geralmente, às autoridades. A empresa pode conceder ao funcionário uma boa assistência jurídica externa, mas nunca deve fechar os olhos a qualquer forma de violação da lei, não importa quão bem-intencionado o funcionário estava.
Como devo lidar com boatos que estão prejudicando o moral da empresa?
A única forma de acabar com boatos é expondo a verdade. É importante que a gerência seja muito justa e que rapidamente disponibilize informações verdadeiras aos funcionários e a outras pessoas. Isso pode ser feito por meio de Web sites, telefonemas, mensagens gravadas, memorandos, etc.
Como posso cumprir minhas responsabilidades normais e, ao mesmo tempo, combater uma crise?
Isso talvez não seja possível. Em tempos de verdadeira crise, é melhor você focar sua atenção na solução da crise e delegar a responsabilidade pelas suas tarefas diárias a outra pessoa capaz.
Ao gerenciar uma crise, eu simplesmente talvez não tenha tempo para me empenhar arduamente em comunicar-me com todas as pessoas que desejam saber o que está acontecendo. Como posso lidar com isso?
Consiga tempo! É imprescindível que você se comunique para resolver problemas. A melhor forma de se comunicar é ter uma conversa pessoal com a pessoa responsável.
No meio de uma crise, devo jogar fora registros que possam indicar como os erros foram cometidos?
É evidente que este é um assunto jurídico e existem leis que regulamentam a destruição de documentos. No entanto, com base em uma visão gerencial ampla, nunca é aconselhável destruir documentos relevantes relacionados à crise, mesmo muito tempo depois de a crise ter sido solucionada. Em resumo, cumpra a lei, e, se você errar, que seja por não destruir documentos relevantes.
Se eu for convocado a falar à imprensa, devo evitar gravar entrevista?
Em geral, é uma prática infeliz evitar gravar entrevistas. Em primeiro lugar, se você não quer que as suas declarações sejam levadas a público, o mais certo é você não fazer qualquer declaração. Em raras ocasiões, talvez seja útil fornecer algumas informações essenciais, mas isso deve ser feito apenas em circunstâncias excepcionais.
No que diz respeito à crise, caso eu tenha informações importantes a revelar, a quem devo contar primeiro: à imprensa, aos funcionários, aos acionistas ou ao público?
Tudo deve ser dito ao mesmo tempo. Em primeiro lugar, nessa era moderna as informações viajam à velocidade da luz...literalmente falando. Mesmo que cada uma dessas pessoas seja extremamente importante e tenha o direito de saber o que está acontecendo, a única solução prática é informar a todos ao mesmo tempo.
Se eu estiver liderando uma equipe geograficamente dispersa, devo recorrer aos recursos de comunicação e de apoio do pessoal da sede da empresa, ou devo dirigir-me ao local da crise?
A resposta a esta pergunta, obviamente, depende das circunstâncias, mas geralmente é melhor estar no local da crise. Pode ser que a pessoa prefira vir acompanhada de membros-chave da equipe, ao mesmo tempo que as comunicações hoje em dia podem ser estabelecidas muito rapidamente.
Devo dizer em público que o resultado final de determinada situação pode ser terrível?
Nenhum líder eficaz pode ser pessimista. Da mesma forma, um bom líder deve ser uma pessoa realista. A maioria das pessoas, principalmente os funcionários, prefere saber a extensão total das possibilidades razoáveis do que ser surpreendido por um resultado extremamente negativo. Adotando essa estratégia de sinceridade total, sempre existe a possibilidade de haver boas notícias algo que é sempre bem-vindo em tempos de crise.
Se uma pessoa-chave não está tendo um bom desempenho no meio de uma crise, ela deve ser substituída?
Mexer no time em meio a uma crise não é uma atitude desejável e, se possível, deve ser evitada. Mudanças no quadro de funcionários são melhores gerenciadas quando a situação está sob controle. Entretanto, se a pessoa simplesmente não está executando suas tarefas, então não há outra alternativa senão efetuar a mudança.
Sou obrigado a seguir os conselhos do meu advogado, caso eu não concorde com ele?
Esta é uma pergunta difícil. Se o conselho estiver relacionado à possibilidade de haver uma violação da lei, seria prudente seguir os conselhos do advogado ou pelo menos procurar uma opinião imparcial. Nos casos que não envolvam as leis (por exemplo, uma situação envolvendo possível dívida financeira), normalmente o objetivo de um advogado é evitar que as jurisprudências sejam atropeladas.
A responsabilidade da gerência é muito mais ampla. Um gerente tem de considerar quaisquer resultados que possam prejudicar a empresa especialmente os que podem afetar a reputação da empresa. Na maioria dos casos, durante uma crise, quando chegar o momento da tomada de decisões, a pessoa deve considerar cuidadosamente a opinião do departamento jurídico, mas considerá-la apenas como mais uma entre tantas outras informações a serem analisadas.
Devo admitir publicamente o erro?
Se houve erro, a resposta a esta pergunta normalmente seria sim. Existem, é claro, implicações legais para tal atitude que devem ser cuidadosamente analisadas. A longo prazo, entretanto, se erros foram cometidos, é melhor admiti-los – pela simples razão de que eles quase que inevitavelmente virão à tona a qualquer tempo.
Em tempos de crise, o porta-voz da empresa deve atuar como chefe de relações públicas?
Caso a corporação esteja sofrendo os efeitos de uma crise real, o porta-voz deve ser o CEO. Apenas a pessoa mais experiente pode ser amplamente reconhecida como autoridade para falar em nome de toda a organização. No que diz respeito às crises que afetam apenas uma parte específica da corporação, é bem provável que o chefe de relações públicas deva ser o porta-voz. 

Gerenciando Crises - Passos


Passos para fazer um levantamento de crises potenciais
  1. Selecione uma equipe de gerenciamento de crise.
Tenha como perspectiva formar uma equipe de gerenciamento de crise diversificada. É bem provável que as pessoas na sua empresa tenham idéias bem divergentes no que diz respeito a crises potenciais. É possível que as resposta dadas por um grupo de contadores não sejam as mesmas de um grupo de relações públicas.
Caso você não tenha muita escolha em sua divisão (por exemplo, todos os funcionários são representantes de venda), talvez você decida convidar para fazer parte da equipe pessoas de outra divisão que, por serem de fora, terão outra perspectiva. Podem ser pessoas de divisões com as quais você trabalha regularmente – o departamento de vendas pode precisar de alguém da divisão de marketing e de alguém da divisão de tecnologia da informação para fazerem parte de uma equipe, ou o departamento de compras talvez queira convidar um representante da divisão de expedição e entrada de mercadorias. Você pode até mesmo convidar uma pessoa de fora, como um fornecedor ou um cliente-chave. Afinal de contas, a prevenção de uma crise é tanto do interesse deles quanto seu.
  1. Organize uma reunião de brainstorming.
Reúna seu grupo com o único propósito de realizar brainstormings de crises potenciais que possam estar ameaçando a sua organização. Compartilhar informações e pontos de vista vai ajudar os membros do grupo a se concentrarem nos problemas e a encontrarem melhores soluções. Os resultados serão muito mais conscientes, focados e construtivos.
  1. Mantenha a equipe focada nas quatro categorias de crise.
Muitas pessoas podem ter suas próprias idéias sobre crises potenciais, mas você pode abrir a mente dessas pessoas, pedindo-lhes que considerem as seguintes quatro categorias:
    • Desastres sanitários e ambientais
    • Falhas tecnológicas
    • Economia e mercado
    • Relacionamentos
Você pode introduzir esse conceito durante a reunião ou pedir aos membros que pensem sobre essas coisas antes da reunião e venham preparados com idéias
  1. Identifique as crises de maior interesse.
Faça com que a sua equipe de gerenciamento de crise identifique as crises potenciais com maior probabilidade de acontecer e que causariam os resultados mais negativos.
Uma vez que, provavelmente, você não pode predizer todas as crises que poderiam ocorrer, limite-se às crises de maior preocupação para a sua organização.
  1. Avalie os esforços atuais para evitar crises.
Examine a forma como você evita as crises, reage diante delas e aprende com elas. Considere
    • A forma como você analisa as crises passadas e as crises recentes. Se você lida com crises e aprende com elas de forma positiva, você possui uma boa base para construir
    • De que forma estão organizados sistemas como estruturas formais de relatórios, redes informais de comunicação e descrições de cargos, de tal forma que possam contribuir para agravar ou conter a crise
    • Planos e sistemas de prevenção já estabelecidos para detectar e evitar crises
    • Planos de comunicação de crises já em vigor ou que precisam ser desenvolvidos
    • No que diz respeito a evitar uma crise, quem está envolvido nela ou quem é a pessoa responsável por ela
Passos para desenvolver um planejamento para evitar ou lidar com uma crise
  1. Identifique os gargalos e os pontos falhos.
Quais os fatores que poderiam agravar uma crise? Falta de pessoal? Nenhum plano de evacuação? Tecnologia? Aspectos climáticos? Falta de dinheiro? Falta de conhecimento? Analise os pontos falhos e gargalos e então determine como lidar com eles.
  1. Crie um plano de demanda de recursos.
Dependendo do tipo de crise, leve em consideração o que poderá ser necessário para solucioná-la e, então, providencie que esses recursos estejam disponíveis quando forem solicitados. Por exemplo, funcionários que viajam para regiões perigosas do mundo podem precisar de acesso rápido a dinheiro. Determine os recursos necessários, como você irá obtê-los e quem vai ser responsável por eles.
  1. Crie um plano de comunicação.
Decida quem deverá ser informado sobre a crise – incluindo pessoas internas e externas. A seguir, desenvolva um plano de comunicação para que cada pessoa-chave seja informada quando necessário. O plano de comunicação pode ser simples como uma lista de contatos de emergência ou um diagrama de comunicação mais complexo especificando o fluxo de mensagens.
  1. Distribua planos de demanda de recursos e comunicação.
Certifique-se de que todas as pessoas-chave tenham e entendam os planos de demanda de recursos e comunicação. Convoque uma reunião para revisar os planos e reveja o papel de cada pessoa durante uma emergência. Um treinamento simulado de crise pode até ser executado para analisar se os planos vão realmente funcionar. 

Gerenciando Crises - Dicas


Dicas para evitar crises
Dica:
Evite falhas tecnológicas mantendo os computadores e outros sistemas atualizados, e assim que surgir um problema tente descobrir rapidamente a causa.
Dica:
Evite problemas trabalhistas durante períodos de trabalho excessivo, programando renovações de contratos e negociações, tendo em mente determinadas épocas do ano durante as quais há uma queda no movimento.
Dica:
Evite crises negociando e confrontando problemas antes que eles se agravem.
Dica:
Evite crises de transição tendo um plano transparente para que pessoas qualificadas possam substituir funcionários-chave caso estes fiquem, subitamente, impossibilitados de executar as suas funções.
Dica:
Evite complicações legais desencorajando atitudes do tipo faça isso a qualquer custo.
Dica:
Não financie inteiramente projetos de desenvolvimento, desde o seu início, evitando, com isso, crises financeiras progressivas.

Dicas para evitar uma crise de projeto
Dica:
Não inicie um projeto, a menos que os fundos estejam completamente disponíveis.
Dica:
Tente dar um passo de cada vez.
Dica:
Financie um programa com marcos de desempenho definidos. Evite financiar um programa com base em parcelas mensais ou anuais.
Dica:
Lembre-se de que as metas e os objetivos principais do projeto são mais importantes que os sistemas e medidas utilizados para atingir a meta.
Dica:
Antes de iniciar o projeto, certifique-se de ter um plano de tecnologia fácil de ser entendido.
Dica:
Utilize protótipos para testar novos produtos.
Dica:
Faça de tudo para prever as interrupções, providenciando fundos de reserva e flexibilidade de programação.
Dica:
Nomeie um gerente de projeto que esteja mais comprometido em executar a tarefa do que em conseguir uma promoção.
Dica:
Certifique-se de que o gerente de projeto está claramente no comando.
Dica:
Não permita que relações adversas se desenvolvam entre as pessoas interessadas.
Dica:
Enfatize confiabilidade e a qualidade no desenvolvimento de produtos e serviços.
Dica:
Esforce-se para manter a estabilidade gerencial.
Dica:
Mantenha a supervisão sobre o gerenciamento do projeto em nível bem discreto.
Dica:
Não arranque as flores para saber se as raízes estão saudáveis.
Dica:
Não interrompa um projeto no meio do caminho, a menos que você tenha uma razão muito forte para fazê-lo.

Dicas para se comunicar durante uma crise
Dica:
Faça o máximo para obter os fatos o mais rapidamente possível.
Dica:
Compareça pessoalmente. Você é um líder e as pessoas querem ouvir o que você tem a dizer.
Dica:
Comunique os fatos.
Dica:
Não especule sobre o que aconteceu ou sobre o que poderia ter acontecido.
Dica:
Seja honesto sobre o que você sabe e sobre o que você não sabe.
Dica:
Não encubra, minta ou se esquive.
Dica:
Reconheça e demonstre compaixão pelo sofrimento humano.
Dica:
Não demonstre compaixão utilizando jargões como: Sentimos muito, mas...
Dica:
Não aponte culpados. O objetivo é resolver a crise. Caso seja necessário, os culpados poderão ser apontados mais tarde.
Dica:
Aceite a responsabilidade de lidar com a crise e não de ser o seu causador.
Dica:
Transmita todas as más notícias de uma só vez. Transmitir más notícias aos poucos agrava a crise e mina a sua credibilidade.
Dica:
Não prometa nada que você não pode cumprir. É mais prudente prometer pouco e então entregar mais do que prometer muito e não ser capaz de cumprir.
Dica:
Não participe de uma coletiva com a imprensa ou de qualquer tipo de apresentação sem estar preparado ou, pelo menos, tente evitar isso.
Dica:
Faça uma lista das cinco perguntas que você menos gostaria de ouvir tenha certeza que alguém irá fazer essas perguntas – e esteja preparado para respondê-las.
Dica:
Prepare uma linha telefônica direta para controle de boatos caso a especulação excessiva chegue a inflamar a crise.
Dica:
Grave uma mensagem de voz em uma linha telefônica ao final de cada dia para que as pessoas possam ligar e saber o que realmente está acontecendo. A sua voz é uma poderosa ferramenta de comunicação.
Dica:
Utilize um Web site para reunir e transmitir informações importantes. O Web site da sua empresa tem credibilidade e é facilmente acessado por todas as pessoas. (A menos, é claro, que você esteja enfrentando uma crise porque o seu Web site está fora do ar.)

Dicas para lidar com uma crise
Dica:
Coloque o seu plano de comunicação em ação. Utilize o seu plano de comunicação para delegar responsabilidades e esclarecer como os outros devem se comunicar, com quem, quando e com que freqüência.
Dica:
Prepare a sua equipe encarregada de lidar com crises. Determine quais são as pessoas que podem ajudá-lo a lidar com a crise e convoque-as para uma reunião imediatamente. Talvez seja necessário criar uma equipe exclusivamente para lidar com a crise, enquanto as outras pessoas do seu departamento ou da empresa continuam trabalhando em suas funções normais.
Dica:
Divida a crise em partes. Se você olhar para o problema como uma única grande onda, você será rapidamente derrubado. Você consegue lidar com problemas menores mais rapidamente do que com a crise inteira.
Dica:
Delegue. Uma vez que você tenha desmembrado o problema, fica fácil delegar parte do trabalho. Determine quem é melhor para qual trabalho e dê a essa pessoa a autoridade de que ela vai precisar para que o trabalho seja realizado.
Dica:
Seja decisivo e flexível. Os dois opostos do espectro - indecisão e arrogância - são igualmente destrutivos em uma crise. Consiga as informações necessárias, reflita e tome decisões honestas.

domingo, 15 de maio de 2011

A sobrecarga e a ansiedade prejudicial


A ansiedade e o estresse são realmente tão ruins assim? Ou não passam de um estado mental normal e de um mero sentimento que encaramos com excessiva seriedade? Alguma forma de ansiedade e estresse é essencial à nossa vida, porém, num mundo em que o ritmo de trabalho é acelerado, essas reações naturais do ser humano, em geral, ficam sem controle e se tornam prejudiciais à nossa produtividade, à nossa paz de espírito e à nossa saúde. Veja a seguir o que têm a dizer alguns peritos no assunto.
Segundo uma pesquisa feita pela University of Chicago, mais de 40% dos americanos têm estresse no ambiente de trabalho. NPR, Morning Edition, 16 de outubro de 2000.
Atualmente, o estresse provocado pelo trabalho é responsável por mais de 50% das 550 milhões de horas perdidas anualmente, em virtude do absenteísmo. K. R. S. Edstrom.
A ansiedade da informação é um mal-estar crônico, um temor mórbido diante da possibilidade de sermos a qualquer momento sobrepujados pelo mesmo assunto que devemos dominar para exercer nossas atividades neste mundo. Richard Saul Wurman. Overload.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o estresse no trabalho é uma epidemia que se alastrou por todo o mundo.
O que anteriormente era considerado um modelo de sobrecarga de trabalho agora é visto como um comportamento empresarial normal. Jennifer Laabs, Workforce.
Por que se preocupar com o estresse?
Por que, então, se preocupar com o estresse, sobretudo no ambiente de trabalho? Existem várias razões. O que parece ser algo normal e corriqueiro, ou seja, uma sensação de preocupação e ansiedade em relação às suas atividades diárias, pode estar impedindo que você ou os membros de sua equipe atinjam metas pessoais e empresariais. Se o estresse prejudicial não for devidamente cuidado, ele pode:
  • Reduzir a produtividade. O estresse prejudicial contribui para uma diminuição de produtividade, absenteísmo e rotatividade de funcionários. Se os funcionários começarem a cometer erros ou a diminuir o ritmo, preferindo ficar em casa para evitar as situações que causam estresse no trabalho ou até mesmo demitindo-se na esperança de conseguir um emprego menos estressante, isso pode afetar diretamente a produtividade de sua equipe ou das pessoas que você supervisiona.
  • Afetar a saúde. Estresse muito prolongado pode causar doenças físicas e até mesmo a morte. Seu corpo reage ao estresse da mesma forma que a qualquer situação que coloque em risco sua integridade física, aumentando a pressão sangüínea e alertando os sentidos. Essa reação protege a pessoa e pode ser benéfica durante algum tempo, mas estresse, preocupações e ansiedade prolongados podem levar seu corpo a um esforço além dos limites suportáveis.
  • Esgotar sua energia. Preocupações, estresse e ansiedade em excesso podem drenar toda a energia de seu corpo, comprometendo sua vida pessoal e profissional. Você precisa de energia para se concentrar, para reagir de forma eficaz e para fazer julgamentos apropriados. As preocupações acabam com sua energia, privando você de recursos físicos, mentais ou emocionais de que precisa para ter um bom desempenho no emprego.
  • Prejudicar relacionamentos. O estresse pode romper relacionamentos - no trabalho ou em casa. Embora seja comum pessoas de personalidade divergente trabalharem juntas, o que pode gerar conflitos interpessoais, o estresse pode acentuar esses sentimentos negativos ou agravar situações atuais, fazendo com que problemas sem importância pareçam enormes, prejudicando, com isso, o desempenho de toda a equipe.
A equação básica de ansiedade
O que causa esse tipo de ansiedade prejudicial? Ao se sentir vulnerável às ameaças visíveis e quando você percebe que não tem o poder suficiente para controlar o que acontece à sua volta, geralmente seu nível de preocupação e ansiedade aumenta. Falando em termos matemáticos:

Aumento da vulnerabilidade + decréscimo de poder = aumento de ansiedade.
Ao se sentir mais vulnerável, você passa a ver o perigo de forma exagerada, de modo que um pequeno problema se torna um enorme pesadelo. Por exemplo, caso os custos diretos de seu departamento, em determinado mês, exceda o orçamento, talvez você comece a imaginar que todo o orçamento anual vai ficar comprometido com custos não previstos.
Um sentimento de perda de poder faz com que você subestime ou se esqueça da força que tem para lutar contra o perigo. Por exemplo, ao se confrontar com um aumento dos custos além do previsto no orçamento, talvez você se esqueça de que você tem condições de avaliar as causas do problema e fazer os necessários ajustes para reverter à situação nos próximos meses.
Um elevado nível de ansiedade impede que você tome decisões racionais e aja de modo positivo para resolver os problemas.
A equação básica de ansiedade demonstra como a ansiedade prejudicial pode surgir não de um perigo real, mas de uma situação de risco imaginário. Uma mente ansiosa pode ser bem criativa ao prever situações ameaçadoras que, provavelmente, não vão ocorrer.
O ciclo de estresse negativo
Depois que você atinge um nível elevado de ansiedade, pode ser difícil reajustar seu equilíbrio de ansiedade. A seguir, o diagrama do ciclo de estresse negativo mostra como os sintomas de estresse e ansiedade podem se tornar um conjunto de interações que se reproduz incessantemente.
Livrar-se do ciclo de estresse negativo é o primeiro passo para conseguir um equilíbrio saudável de ansiedade.
Coisas ruins realmente acontecem
É verdade que coisas ruins realmente acontecem e, às vezes, aquilo que parece ser uma ansiedade excessiva, na realidade, é um sentimento apropriado àquela situação.
Exemplo: Se sua empresa for, repentinamente, adquirida por outra, é perfeitamente justificável o temor de um possível enxugamento. Ou digamos que você é um empreendedor com problemas de caixa e sabe que o banco poderá, a qualquer momento, cancelar sua linha de crédito. Para você, pode ser perfeitamente justificável ficar receoso no que diz respeito a essa possibilidade.
Em situações assim, o resultado da ansiedade, ou da ansiedade saudável, pode ser o de prover a energia de que você precisa para lidar com os problemas. Ao prever uma situação, você pode estar elaborando possíveis soluções. A coisa importante a fazer é determinar a diferença entre uma ansiedade saudável, que pode ser útil, e uma ansiedade prejudicial, que pode causar danos. 

Estresse positivo e ansiedade produtiva


O poder dinâmico da ansiedade
Visto que coisas ruins realmente acontecem e considerando que a tensão aumenta quando temos de estar atentos, então precisamos de algum tipo de ansiedade para sobreviver. A ansiedade é nossa defesa natural contra uma situação ameaçadora que nos ajuda a reagir rápida e eficazmente. De modo que, até certo ponto, a preocupação e a ansiedade constituem reações saudáveis. Um gráfico clássico desenvolvido por Yerkes e Dodson expressa o valor da ansiedade na curva de desempenho e ansiedade.
A princípio, com o aumento da ansiedade ou da preocupação, o desempenho também aumenta. Em determinado momento, porém, a ansiedade assume proporções excessivas e faz com que o desempenho diminua.
Uma importante meta que todo profissional deveria ter é tentar achar esse nível de ansiedade, que vai ajudá-lo a chegar ao máximo de seu desempenho, ao mesmo tempo que evita a ansiedade excessiva, pois isso seria prejudicial tanto para ele quanto para sua equipe ou subordinados, bem como para sua saúde profissional e pessoal.
O valor empresarial da ansiedade salutar
Quando a ansiedade deixa de ser algo pessoal para se tornar uma forma controlada de prever situações, a energia produzida pela ansiedade pode fazer com que você se torne produtivo e criativo, ajudando-o a descobrir novas soluções aos desafios de sua empresa. Ao se sentir ansioso no trabalho, isso pode ajudá-lo a ter o ímpeto e a adrenalina necessários para que você consiga focalizar sua energia de forma mais precisa, visando a um desempenho de alto nível. Por exemplo, um estresse positivo e saudável pode ser a fonte de energia de que você precisa para:
  • Cumprir prazos críticos
  • Apresentar uma proposta irresistível
  • Resolver novos problemas
  • Manter a situação sob controle
  • Contribuir para os esforços de uma equipe
  • Aprender novas habilidades
  • Começar a trabalhar em um novo emprego
  • Lidar com uma crise
A ansiedade salutar, por antecipação, pode ajudá-lo a se preparar para acontecimentos como esses, ao passo que o estresse positivo, diante de um evento qualquer, pode ser a fonte de energia e vigor de que você precisa para desempenhar a tarefa de modo eficaz.
Abordagens diferentes para pessoas diferentes
De fato, algumas pessoas se aventuram no mundo de alto risco do mercado de futuros, ou quando investem em projetos de alta tecnologia, ou quando têm de atingir metas criativas de publicidade. Outras pessoas, porém, preferem trabalhar em um ambiente mais estável, algo que seja mais previsível e administrável. O lado negativo do estresse é que, quando em excesso, pode levar a pessoa a uma exaustão precoce, ao passo que um nível mínimo de estresse pode levar a pessoa a ter um desempenho medíocre. Não obstante, cada um tem seu próprio nível de estresse no ponto máximo da curva de desempenho e ansiedade que o ajuda a maximizar suas metas de trabalho.
Avaliando seu nível de estresse
A ansiedade salutar ajuda as pessoas a ter um desempenho eficaz, como fonte de percepção preventiva e insight para resolver problemas na empresa. Por outro lado, a ansiedade prejudicial pode deturpar sua percepção do problema e impedir seus esforços para resolvê-lo.
Assim sendo, como determinar se o seu estresse é de natureza saudável ou não? Como descobrir se você tem a tendência de se preocupar demais com os problemas na empresa? Posto de modo simples, quando a ansiedade ou o estresse interfere em seu trabalho produtivo, então você realmente tem um problema. As pessoas que têm a tendência de se preocupar demais com os problemas sentem temores exagerados, gastam muito tempo com idéias fixas nada construtivas, não tomam decisões e são lentas em produzir resultados.
Se você suspeita ou já está consciente de que o estresse é um problema para você, para sua equipe ou para seus subordinados, comece a avaliar a gravidade do problema examinando tanto o ambiente de trabalho quanto as respostas individuais a esse ambiente.