domingo, 15 de maio de 2011

Os principais agentes geradores de estresse do ambiente de trabalho


As causas mais comuns de estresse no ambiente de trabalho são: 1. mudanças no ambiente - situações súbitas que dão origem a um ciclo de estresse negativo; 2. um ambiente de trabalho insalubre - problemas constantes, subjacentes e sistêmicos no escritório; ou 3. respostas individuais - reações que indicam aflição diante de uma situação normal ou anormal no local de trabalho. Em geral, o estresse negativo e a ansiedade prejudicial que uma pessoa venha a ter podem estar relacionados a mais de um agente gerador de estresse. Algumas das situações estressantes mais comuns:
Mudanças no ambiente de trabalho
  • Alteração da carga de trabalho. Se uma empresa reduz o tamanho de sua força de trabalho sem alterar seus níveis de produção, neste caso, os funcionários talvez tenham de assumir tarefas extras e aumentar a produtividade a fim de compensar a falta de pessoal. Ou, talvez, tenham de assumir responsabilidades além de suas atividades normais, durante um período de expansão da empresa. Em qualquer um desses casos, o trabalho extra pode gerar tanto ressentimento quanto ansiedade.
  • Alteração na remuneração. Se a remuneração de um funcionário for reduzida (por exemplo, por meio de cortes de benefícios), isso pode, com certeza, levá-lo a ficar ansioso com respeito ao seu orçamento. Porém, mesmo que ele tenha um aumento de remuneração, isso também pode fazer com que ele fique ansioso, diante da possibilidade de passar para uma alíquota mais alta do imposto de renda, ou caso perceba que deverá ter um desempenho superior para fazer jus ao aumento.
  • Mudança de emprego, atribuição ou equipe. Um novo emprego sempre gera estresse. O funcionário não apenas tem de aprender novas habilidades e processos, como também tem de desenvolver novos relacionamentos no escritório ou na equipe. Tudo isso demanda energia e atenção extras, o que pode gerar estresse prejudicial, impedindo-o de ter um bom desempenho.
  • Medo de perder o emprego. Nesta era de alta tecnologia que revoluciona o mundo, de enxugamentos em grandes corporações (que, normalmente, atingem mais a gerência média), de expectativas de alta rotatividade de funcionários e de rápido crescimento dos mercados globalizados, a ameaça de perder o emprego parece ser cada vez mais constante.
Ambiente de trabalho insalubre
  • Sobrecarga de trabalho. Quando uma empresa decide fazer um enxugamento ou quando tem dificuldade de encontrar profissionais capacitados, em geral os supervisores criam a expectativa de que os funcionários remanescentes sejam fervorosos em compensar a falta no que diz respeito ao horário e ao trabalho. Normalmente, o resultado disso é uma sobrecarga de trabalho que aumenta o estresse e a tensão de uma equipe que já está sobrecarregada.
  • A cultura do vício de trabalhar. A cultura de determinadas organizações que exercem muita pressão sobre seus funcionários é de que eles devem fazer horas extras e trabalhar nos fins de semana, mesmo que isso não seja, de fato, necessário. Essa cultura é marcada pelo estigma de intensa competição e exaustão entre os funcionários.
  • O superior hierárquico. Existem gerentes cujo estilo de liderança simplesmente não combina com as necessidades profissionais de seus subordinados diretos. Por exemplo, alguns gerentes acreditam que pressionar a equipe aumenta a produtividade, quando, na realidade, em geral, o oposto é que é verdade - ela acaba criando um sentimento generalizado de medo que mina a produtividade. O conflito com um superior hierárquico problemático constitui uma das principais causas da rotatividade nas empresas
  •   Colegas de trabalho negativos. Se o clima de determinado escritório fica carregado de desconfiança e disputa, isso aumenta o nível de estresse de cada um dos funcionários envolvidos. São várias as causas - choque de personalidade, cargas de trabalho desproporcionais, comportamento inadequado ou indelicado -, porém o efeito negativo é o mesmo.
Reações individuais
  • Medo do fracasso. Se determinado ambiente de trabalho estiver carregado de competição e crítica, em vez de fortalecimento da equipe e encorajamento, o resultado pode ser o pensamento negativo que transforma a crítica externa em dúvida interna e em medo acentuado de fracasso.
  • Baixa auto-estima. Quase que no mesmo nível do medo de fracasso, a baixa auto-estima ocorre quando um pensamento negativo assume o controle, impedindo ou desfigurando quaisquer mensagens positivas.
  • Falta de confiança. Um ar de cinismo pode assolar o ambiente de trabalho, caso a gerência insista em um conjunto de valores positivos, como lealdade e dedicação, mas age de uma forma que contradiz esses valores, como ao reaparelhar a empresa ou fazer um enxugamento.
  • Perda do convívio comunitário. Muitas pessoas se sentem deslocadas no emprego, esquecidas e abandonadas em suas salas. Essa sensação de isolamento constitui um problema real no caso de profissionais autônomos, mas tem se tornado uma preocupação cada vez maior para as empresas, que, em vez de concentrar seus funcionários em um mesmo espaço comunitário, estão ligadas por redes de computador.
  • Esgotamento no emprego. O esgotamento no emprego é um tipo bem particular de estresse. É uma conseqüência séria da combinação de uma cultura viciada em trabalho e estresse prejudicial. A exaustão pode atingi-lo quando você se sentir encurralado, incapaz de ver qualquer futuro em seu trabalho. Você não consegue desincumbir-se das tarefas rotineiras; sente-se cansado, tenso, irritado e, francamente, você não dá mais a mínima! 

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